Rede solidária

Priorizando os princípios de participação e solidariedade, surge a idéia de uma rede mobilizada e integrada entre sociedade civil, Estado e redes privadas interessadas em reduzir o desperdício de alimentos, assim como, diminuir o estado de insegurança alimentar vivido por inúmeras famílias no Brasil, situação que vem, novamente, aumentando pelo mundo.

Todos os dias, inúmeros supermercados, frutarias, produtores rurais, cooperativas, entre outros, jogam fora grande quantidade de alimentos, mais especificamente 30% de tudo o que é produzido no mundo, é desperdiçado antes de chegar a mesa do consumidor, e um total de 40 mil toneladas de alimentos é desperdiçado todos os dias, somente no Brasil (FAO, 2016).

De outro lado, mais de 7 milhões de brasileiros passam fome (IBGE, 2017), mesmo com todos os programas sociais existentes no país. Portanto, é possível unir as duas pontas: a do desperdício e a da fome.

Através de um meio de comunicação, como aplicativo de celular, mensagem de texto, rádio, cada local produtor/vendedor de alimentos comunica a uma central que há alimentos disponíveis (aqueles que ainda estão por vencer, putrefar), essa “central” – local cedido pela prefeitura ou algum morador do bairro -, recebe esses alimentos e comunica a população socioeconomicamente vulnerável presentes no bairro, que há alimentos disponíveis. Essas famílias necessitadas, irão se cadastrar no mesmo local onde há o recebimento dos alimentos, para comprovação de renda insuficiente. As famílias cadastradas irão rapidamente até o local e recebem esses alimentos, havendo uma quantidade limite para cada família, para que não falte a outras.

Sendo assim, os locais produtores/vendedores de alimentos não se preocupam com a perda e, posteriormente, o lixo que terão, e a população necessitada se beneficia com uma alimentação mais variada e saudável, reduzindo assim a fome entre as famílias.

“A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”.
Autor desconhecido